Os estúdios Pinewood eram instalações avante seu
tempo. Paredes verdes com uma faixa laranja e detalhes em cinza e bege. Um
grafiti colorido ecoava a todos sobre a psicodelia plena daquela caixa de
idéias. O ponto era que uma simples partida de sinuca se tornava uma justa
medieval em questão de segundos. E, as idéias brotavam. Os sonhos nasciam. Tão
rapidamente quanto a geladeira ou a cafeteira esvaziavam-se. Sempre com trilha
sonora a mil as histórias iam se desenrolando na velocidade da luz. O
ex-seminarista pedia um Maria nos dia ou uma benga melada. O baterista tomava
café e nada mais. O karateca chutava as paredes nos erros no tênis de mesa. Do
núcleo do sofá do Pinewood partiram expedições em busca de espaçonaves
perdidas. Explorações fantásticas em que todos se tornavam membros do grupo.
Isso é o que somos. Isso é o que éramos.