sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Escorrega mil, vai três, sobra sete – Frank Jorge


Não recebo em dólar o que a vida tem pra me dar” – o rockinroll pampeano é pródigo em criar frases de efeito e de uma sinceridade que não vejo par em nenhum outro local do universo. Mas, é justamente essa capacidade de criar frases e bordões que parecem ter saído de uma conversa à mesa após um belo churrascão de domingo em família que me fez novamente escrever sobre música, hábito que infelizmente e devido a compromissos profissionais tinha deixado de lado.
Pois bem, além de uma frase, uma surpresa em minha timeline provocou essa revolução e mudança, quando ao soar o apito de atualização me surgiu um post do grande Frank Jorge apresentando seu novo trabalho. Ouvi e com 15s de audição já pensei, que obra! – Nada é tão real – o som. Comentei imediatamente, - guitarreira afuzel. E é isso mesmo, sinceridade e honestidade.
Logo em seguida, recebi o contato do amigo Frank, que emocionadamente como de costume e numa singeleza sem igual me mandou o álbum para meu deleite. Ouvi e re-ouvi o entitulado “Escorrega mil, vai três, sobra sete” e só posso recomendar, quando for lançado, nos próximos dias e se você for fã de música sincera corra e compre, seja digital ou cd mesmo (alô alô, quero em vinil!!!).
Tem guitarreira, tem Ramones, tem iê-iê-iê, tem country, tem tudo nesse verdadeiro carreteirão musical que somente o cara que tem no sobrenome Graforréia e Cascaveletes pode mixar e tornar real.
Em um momento em que eu me questiono se a música ainda existe, ter essa surpresa não tem preço, não mesmo. Este não é um review faixa a faixa, e sim apenas um em que reafirmo a fé na música de verdade!Vida longa ao Frank! Vida longa ao Jorge!

Playlist:
01. NÃO É TÃO REAL
02. NO HORIZONTE
03. SEMPRE PROCURANDO
04. MAIS ALÉM
05. O VIAJANTE
06. SÓ DISTÂNCIA
07. NICODEMO
08. DOR E SILÊNCIO
09. TURMA 8
10. 15 MINUTINHOS
11. HEY HEY
12. ATÉ O SOL APARECER
Ficha técnica:
Frank Jorge: vozes, baixo, violão e guitarra
Felipe Rotta: guitarra
Alexandre Birck: bateria e guitarra
Bruno Alcalde: guitarra
Régis Sam: baixo
Francisco Santos: baixo

Vanessa Longoni e Daniel Tessler: voz


terça-feira, 14 de junho de 2016

O passado, part III ou, a monotomia do conhecimento.


Conhecimento pode ser monótono. Alias, conhecimento é monótono. Ele demorou apenas alguns anos para descobrir esta terrível realidade. O tempo, que antes passara de forma tão rápida e incontrolável e que inspirou seu trabalho na criação do engenho temporal agora se arrastava de forma medonha defronte a seus olhos. A construção do engenho temporal tinha sido iniciado naquele verão quente, tal e qual como o que já havia acontecido. Conhecimento. Ele conhecia o passado e também o futuro. Monotonia do amor que foi esquecido e não foi recuperado de forma alguma. Novamente a realidade de que construindo novamente o engenho temporal a realidade poderia ser mudada.
No tempo atual ele nem pensava mais em paradoxos temporais que inevitavelmente teria criado ao realizar sua viagem que inevitavelmente seria repetida dali a 10 anos. Mais 10 anos de sua vida não construindo a máquina que traria seu amor de volta, mas que iria inevitavelmente destruir sua vida..