Depois de uma longa espera finalmente assisti T2:
Trainspotting. A espera se deve possivelmente na certa preguiça em encontrar um
cinema em que o filme foi exibido e absolutamente, o receio de que tudo se
tornasse apenas uma amarga realidade.
Puxa, como estava enganado. Tudo, absolutamente tudo está
lá. Li uma crítica em que o resenhador não entendeu absolutamente o filme, o
reduzindo a uma história de viciados. T1 e T2 simplesmente não são sobre isso.
São filmes sobre a história de todos nós que tínhamos ao redor de vinte anos em
1996. As frustrações, as dúvidas e as desilusões eram um espelho perfeito da
realidade.
As discussões em 96 se estenderam até o ano seguinte, como
se todos tentassem entender o que realmente estaria acontecendo e não cometer
os mesmos erros exibidos na tela. 20 anos se passaram e algumas frustrações
somente aumentaram enquanto que outras realidades não tiveram nenhuma mudança.
O retorno de Mark é emblemático, é o retorno e reencontro de
si mesmo. Sickboy continua sendo o que sempre foi, o que sempre espelhou ser
enquanto que Spud é o mesmo, apenas com suas perturbações exageradas ao
infinito com o passar do tempo. Begbie tem seu rancor e ódio elevados também ao
infinito e esses vinte anos acumulados são o estopim para talvez uma das mais
brilhantes cenas do filme, o reencontro de Mark e Begbie.
Aliás, Begbie tem a tirada do “mundo muda e você continua o mesmo” resumindo o relacionamento e as personalidades dos quatro amigos. Já Sickboy tenta relativar com a frase "Você está aqui pela nostalgia e é um turista de sua própria juventude” dita a Mark no momento da homenagem a Tommy. Obviamente nostalgia faz parte da realidade de T2, faz parte da nossa realidade e é algo que viveremos para sempre com. Felizmente, o foco deixa de ser nostalgia e os manuscritos de Spud passam a traçar o futuro da ação, provando que a vida sempre é um ciclo de repetições e erros. Trainspotting é sobre a vida, a vida mundana e cotidiana e isso que o faz ser uma obra prima.
Aliás, Begbie tem a tirada do “mundo muda e você continua o mesmo” resumindo o relacionamento e as personalidades dos quatro amigos. Já Sickboy tenta relativar com a frase "Você está aqui pela nostalgia e é um turista de sua própria juventude” dita a Mark no momento da homenagem a Tommy. Obviamente nostalgia faz parte da realidade de T2, faz parte da nossa realidade e é algo que viveremos para sempre com. Felizmente, o foco deixa de ser nostalgia e os manuscritos de Spud passam a traçar o futuro da ação, provando que a vida sempre é um ciclo de repetições e erros. Trainspotting é sobre a vida, a vida mundana e cotidiana e isso que o faz ser uma obra prima.
Veronika:
What's 'Choose
life'?
Renton: What?
Veronika: 'Choose life'. Simon says it
sometimes. He says "Choose life, Veronika!"
Renton: 'Choose life'. 'Choose life' was a
well meaning slogan from a 1980's anti-drug campaign and we used to add things
to it, so I might say for example, choose... designer lingerie, in the vain
hope of kicking some life back into a dead relationship. Choose handbags,
choose high-heeled shoes, cashmere and silk, to make yourself feel what passes
for happy. Choose an iPhone made in China by a woman who jumped out of a window
and stick it in the pocket of your jacket fresh from a South-Asian Firetrap.
Choose Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram and a thousand others ways to
spew your bile across people you've never met. Choose updating your profile,
tell the world what you had for breakfast and hope that someone, somewhere
cares. Choose looking up old flames, desperate to believe that you don't look
as bad as they do. Choose live-blogging, from your first wank 'til your last
breath; human interaction reduced to nothing more than data. Choose ten things
you never knew about celebrities who've had surgery. Choose screaming about
abortion. Choose rape jokes, slut-shaming, revenge porn and an endless tide of
depressing misogyny. Choose 9/11 never happened, and if it did, it was the
Jews. Choose a zero-hour contract and a two-hour journey to work. And choose
the same for your kids, only worse, and maybe tell yourself that it's better
that they never happened. And then sit back and smother the pain with an
unknown dose of an unknown drug made in somebody's fucking kitchen. Choose
unfulfilled promise and wishing you'd done it all differently. Choose never
learning from your own mistakes. Choose watching history repeat itself. Choose
the slow reconciliation towards what you can get, rather than what you always
hoped for. Settle for less and keep a brave face on it. Choose disappointment
and choose losing the ones you love, then as they fall from view, a piece of
you dies with them until you can see that one day in the future, piece by
piece, they will all be gone and there'll be nothing left of you to call alive
or dead. Choose your future, Veronika. Choose life.

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