A finalização o engenho temporal era iminente. Faltando
apenas alguns parcos componentes, ele saiu à rua, com passos firmes de alguém
que tinha a mais plena certeza de seu destino.
A aniquilação de tudo estava baseando-se em apenas meia
dúzia de componentes eletrônicos que não enchem a palma de uma mão. Um pequeno
circuito integrado, três capacitores, quatro cristais de quartzo e oito
resistores. O último passo para a destruição derradeira do futuro da
humanidade, o engenho temporal.
A cada passo dado na rua arborizada ele tinha a mais plena
certeza que no momento em que ele acionasse o engenho dali a poucas horas e
programasse a viagem final para quinze anos antes todo o universo deixaria de
existir. Seus cálculos foram refeitos mais de duas mil vezes nos quinze anos em
que reviveu sua vida e em todos o resultado foi sempre o mesmo. O fim. Universo
aniquilado e o espaço-tempo rompido. O futuro e o tempo deixaria de existir,
mas tudo valeria a pena, se ao menos nesta próxima tentativa, seu objetivo
obtivesse êxito.
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