sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ipanema II

Fala-se em profissionalismo ao se aceitar ordens de superiores, mesmo que estas sejam contrárias ao que se acredita. Eu não concordo em nada com esta máxima. Já pedi demissão de empregos por não concordar com o norte dado pelos meus superiores. Nunca consegui ou conseguirei fazer algo que eu realmente não acredito. 
Por mais que cada um precise de seu emprego para pagar suas contas e ter sua vida, eu não consigo conceber como o silêncio pode ser tão sepulcral entre os funcionários da emissora. Medo puro e simples de perderem a boquinha num meio que é dos mais concorridos e complicados? Seria este o motivo? Não sei, não quero acreditar nisto.
Mas, a morte da rádio era uma morte anunciada. Desde um ou dois anos atrás as coisas não iam bem nas internas, isso era notório. Pouquíssimo investimento, demissões e contratações e ascensões de estagiários permearam o panorama da rádio. Existe uma máxima que diz que onde não se investe não se obtém lucro. A rádio sempre foi abandonada neste sentido, desde que surgiu, por isso que o apelido “ovelha negra” caía tão bem. Não dava lucro, mas também não dava prejuízo e sempre se manteve em um ponto intermediário do IBOPE, sendo que em anos anteriores (meados de 2000) chegou a ocupar posições mais para a frente. A Band tem problemas com suas rádios no FM, a Band News não decolou no estado e é operada de forma precária em muitos momentos e a administração atual não sabe bem o que fazer com uma rádio tão segmentada quanto a Ipanema. Gestões anteriores eram mais simpáticas ao mote do não dá lucro e nem prejuízo, então está bem. A questão final é que em um momento que muitos teóricos dizem que a segmentação seria o caminho a direção da empresa vai justamente ao contrário, buscando a massificação de uma rádio altamente segmentada. Eu, sinceramente, não acredito que o caminho buscado alcance nenhum sucesso superior ao anterior.

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