Fazer 35 pode ser um marco. Não sei bem o porquê, mas eu sempre tive mais apego à idades que fecham em ciclos de 5. 5 anos, 10 anos, 15 anos, 20 anos e por aí em frente.
Sinceramente eu não sei explicar este apego a múltiplos de 5. Se fosse por preferências numerológicas (quanta bobagem!!) eu optaria por múltiplos de 7, 9 ou 11, estes sim os números que mais simpatizo.
Mas não, fui escolher logo o cinco. Talvez tenha a ver com o conceito de século e suas porcentagens, 1/10 de século, ¼ de século e aí em diante. Pensando bem, não, não é isto. 35 eu não faço idéia de qual fração de século é e nem faço muita questão de calcular, porque definitivamente isso é irrelevante.
Eu já escrevi que é bobagem dizer que estamos ficando velhos. E é mesmo. Na verdade vamos mesmo trocando opiniões e mudando nosso gosto por certas coisas. Acho que esta é a visão mais poética da coisa, mais alegre. A vida é alegria, mesmo nos momentos que consideramos os piores. É impossível dizer que já vivemos nosso melhor, porque não sabemos o que vem pela frente.
As vezes fica a saudade da infância, de quando o Capitão Kirk dando murros em extraterrestres era meu herói. Acho que sempre terei um pouco dele em mim, um pouco de exagero. Faz parte e mantém acesa a chama da infância.
Velhos são aqueles que apagam esta chama. Velhos são os que param de achar graça da vida, ou de tirar sarro de si mesmos.
Cada vez a vida fica mais legal de se viver. É tanta coisa para se descobrir, tanta coisa para se fazer. Sonhos que vão surgindo. Muitos sendo substituídos por outros. Enfim, sempre sonhando com o amanhã.sempre construindo o amanhã. É assim que é e assim que será. Ou pelo menos até que o Capitão Kirk faça algo que contradiga isto.
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