sexta-feira, 13 de junho de 2014

Oh boy!

   
Eu estive nos últimos dias analisando profundamente várias coisas que acontecem no mundo que gira. Infelizmente não controlo o girar do mundo, embora em certos momentos eu seja soberano sobre todas as coisas que giram ou não no universo.
    Estive pensando nos momentos ‘Oh Boy’, ou seja, aqueles momentos que as palavras para exemplificar nossa decepção com alguns se tornam insuficientes que o máximo que consigo é suspirar e dizer o “Oh Boy”.
    Eu escuto e vejo cada bobagem em toda parte que me espanto em certos momentos. Penso que a 8 anos atrás, meio enjoados da tecnologia, eu e um amigo criamos o movimento ‘low tech’, o oposto do high tech.
    Será que preciso de tantas tralhas eletrônicas, tantos cartões de plástico que não funcionam?
    Bom, estou fazendo de certa forma minha parte. Meu carro tem mais de 20 anos, o rádio dele é a ponteiro e sigo feliz, embora eu não tenha nem um catalisador pra salvar a pobre natureza. Oh Boy!
    Assisti um show visceral do Joe Strummer na tv no fim de semana. Visceral porque aquilo sim é um show, ou melhor, era. Depois assisti um pedaço de um show do Coldplay. Oh Boy... Coldplay é bacaninha. Mas não é visceral. Show tem que ser visceral, gritos, aquela coisa toda rocker. Concordo plenamente quando escolheram a melhor capa de rock da história a capa do London Calling, com a guitarra sendo quebrada. Depois de escutar o Joe Strummer prolongar Straight to Hell por uns 10 minutos a percepção do rock’n’roll e tudo aquilo que ele significa toma um novo significado.
    Digo Oh Boy, para essa turma que escuta umas coisas horrorosas (e eu achava Green Day horrendo... o dia seguinte pode ser pior) e que nunca escutou e nunca entenderá o significado intrínseco de Straight to Hell. Mais que uma música, uma demonstração de fé e de todo o ódio. 
    Hell boy… just straight to hell boy!

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