Mas, ao mesmo tempo que se dava conta de sua posição no tempo, se deu conta que acabava de se tornar um prisioneiro. Sua consciência dos acontecimentos estava clara e firme em sua mente, porém seu corpo era o corpo de 15 anos atrás. Sua realidade era aquela que ele viveu no passado, seus amigos, sua vida era uma vida passada. Ele não mais existiria no futuro. Estava preso em um passado que ele mesmo construiu. Os problemas começavam a fervilhar em sua mente. O conhecimento de acontecimentos futuros poderia trazer inúmeros problemas. O que deveria fazer, modificar os erros que havia cometido no passado e mudar consistentemente o futuro ou tentar fazer tudo exatamente da mesma forma que havia feito, não causando nenhuma mudança na linha do tempo?
A opção lógica, de fazer tudo como havia feito e levar a linha de tempo exatamente como havia acontecido parecia ser a linha a ser seguida. Mas, outro problema logo veio à sua mente. Se ele seguisse estritamente a linha de tempo que ele mesmo havia construído, apenas vivendo sua vida exatamente da mesma forma, ele invariavelmente construiria o engenho temporal e faria a viagem de 15 anos ao passado, voltando a viver as mesmas angústias. Seria um ser condenado a viver eternamente a mesma vida e o mesmo ciclo.
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